“Que se passa(ou)na América?” Parte 4

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Por : Edgar Ferreira (Treinador de Futebol)

A desilusão e a resignação instalaram-se nas hostes lusitanas.

Uma seleção Portuguesa com tanto talento, mas com pouca alegria e motivação para este Mundial de 2026, o qual se desconfiava que podia correr menos bem, as indicações e os sinais em que nem todos estavam com a cabeça e o corpo na América era por demais evidente.

Num jogo paupérrimo em que as duas seleções foram inferiores á qualidade e ao que podem jogar, desde cedo que se percebeu que seria no detalhe que o vencedor seria encontrado. Na Seleção Portuguesa são tantas situações para analisar que estaríamos aqui a escrever e a ler seguramente um dia inteiro.

Os melhores deste jogo e do Mundial sem dúvida Diogo Costa, Ruben Dias, Nuno Mendes, depois tudo muito medíocre e sem frescura mental nem física, com um selecionador muito aquém do que se precisa para esta geração que pode e deve faze muito mais do que mostrou neste campeonato.

Portugal com muitas questões a serem colocadas, mas que agora de nada servirão a não ser para ficar como lição para o que se seguirá em questão de técnicas até porque é por demais evidente a não continuidade do atual técnico. Aliás ele próprio o confirmou na sala de imprensa!

– A não inclusão de Rafael Leão mais cedo em jogo?

– Gonçalo Ramos decisivo em situações de desbloqueio, porque não foi a jogo nem cinco minutos?

– Renato Veiga, é jogador de seleção?

– Bruno Fernandes e Vitinha em sob rendimento e esgotados fisicamente tal como Pedro Neto, o porquê de manter tanto tempo em jogo?

– Ronaldo, a passar ao lado do jogo, seria mais útil ser substituído aos 75 minutos com 0/0 e sair doa mundiais pela porta grande, uma nulidade em campo, porquê tanta subserviência?

Todas e muitas mais serão agora alvo de muita opinião, mas o que fica é o resultado que resulta numa eliminação muito precoce de Portugal perante uma Espanha muito acessível.

Agora resta nos esperar que quem por direito e com poderes para tal possa e faça o que for preciso para mudar o rumo , o aviso já veio de baixo com os escalões de formação a terem alguma dificuldade para se apurarem para os campeonatos Europeus e Mundiais e até a ficarem excluídos , um claro sinal de que este Mundial pode ser o abre latas para uma mudança radical na filosofia de quem dirige ,porque só a quantidade com qualidade não chega, é preciso evitar que seja banalizado o curto percurso das seleções nos seus caminhos competitivos .

Voltaremos com uma análise detalhada no fim deste Mundial.

Por agora á que digerir esta eliminação, e sentarmo-nos a ver qual a seleção que vencerá este tão estranho campeonato do mundo de futebol.

Um bem-haja a todos e …

Até dia ao próximo dia 17 julho.

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