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Cultura
Mosteiro de São Bento, Igreja Matriz de Santo Tirso
Entre música de Britten, Telemann, Bach e Hindemith, Timothy Ridout celebra a viola em todo o seu esplendor. Composta em 1930 e estreada apenas em 1984, a Élégie para viola solo de Benjamin Britten revela já a sensibilidade melódica e expressiva que viria a caracterizar a sua obra. Seguem-se as Fantasias de Georg Philipp Telemann, publicadas em Hamburgo na década de 1730. Entre danças, passagens de carácter improvisado e engenhosos jogos contrapontísticos, Telemann demonstra como um único instrumento pode sugerir uma surpreendente riqueza de texturas e vozes em diálogo. Estruturada segundo o modelo da sonata da chiesa barroca, a Sonata n.º 1 em sol menor, BWV 1001, de Johann Sebastian Bach desenvolve-se em quatro andamentos: Adagio, Fuga, Siciliana e Presto. Com a Sonata para viola solo, Op. 25 n.º 1, escrita em 1922, Paul Hindemith expandiu decisivamente os horizontes técnicos e expressivos da viola. O resultado é uma obra de grande exigência interpretativa que amplia significativamente as possibilidades do instrumento enquanto meio de expressão autónomo. O programa regressa a Johann Sebastian Bach e encerra com a luminosa e expansiva Suite n.º 3 em dó maior, BWV 1009. Do célebre Prelúdio inicial à energia das Bourrées e da Gigue final, Bach transforma uma sucessão de danças barrocas num percurso musical de notável variedade expressiva, conciliando clareza estrutural, invenção melódica e uma extraordinária riqueza contrapontística.
Apoio: Direção-Geral das Artes Banco BPI Fundación “la Caixa” Município de Famalicão Município de Santo Tirso Município da Trofa.
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