O Festival Internacional de Órgão regressa a Santo Tirso entre os dias 29 e 31 de maio, naquela que será a 11.ª edição de um dos mais relevantes projetos culturais dedicados ao património organístico em Portugal. Depois de dez edições realizadas entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, o festival alarga agora a sua programação a Guimarães, reforçando a sua dimensão intermunicipal e a valorização conjunta do património histórico e musical dos três concelhos.
Em Santo Tirso, a programação arranca no dia 29 de maio, às 21h30, na Igreja Matriz de Areias, com o concerto “Invenções Livres”, uma homenagem a Carlos Paredes. O espetáculo junta Sérgio Silva, no órgão, e Ricardo Parreira, na guitarra portuguesa, numa proposta que cruza a obra de um dos maiores nomes da música portuguesa com uma formação pouco habitual.
A performance dos prestigiados músicos portugueses celebra o centenário de Carlos Paredes, sendo o título do concerto inspirado no disco homónimo, lançado em 1984, que contou com a participação, ao piano, de António Vitorino de Almeida. O programa contempla obras de Carlos Paredes, entre outros compositores, com destaque para o próprio Ricardo Parreira, evidenciando uma união inusitada entre o órgão e a guitarra portuguesa.
No dia 30 de maio, também às 21h30, a Igreja do Mosteiro de São Bento recebe o concerto “Francisco António de Almeida e a Música da Patriarcal”, interpretado pelo agrupamento vocal Capella Joanina, sob direção de João Paulo Janeiro. Este agrupamento é constituído por um conjunto de cantores solistas que fazem da prática da música antiga uma das linhas de trabalho mais relevantes da sua carreira profissional, quer em Portugal, quer no estrangeiro. O espetáculo propõe uma redescoberta da obra de um dos mais importantes compositores portugueses do século XVIII, recriando o ambiente musical da Patriarcal de Lisboa.
A encerrar a programação, no dia 31 de maio, às 21h30, a Fábrica de Santo Thyrso recebe o espetáculo multidisciplinar “LUZ”, uma criação que reúne música, dança, vídeo e eletrónica. Com direção artística de Rodrigo Teodoro de Paula, o espetáculo propõe uma reflexão sobre esperança, renovação e superação, cruzando a interpretação de Cláudio Pina no órgão e eletrónica com a dança de João Silva e David Murta e a componente visual de António Guimarães Ferreira.
Organizado pela Tagus – Atlanticus Associação Cultural e pela JMS Organaria, com o apoio dos Municípios de Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão e, nesta edição, também de Guimarães, o festival realiza-se entre 16 e 31 de maio e contará com oito concertos em igrejas e monumentos históricos, envolvendo músicos de Portugal, Espanha, Itália e Cuba, bem como visitas guiadas e concertos didáticos em escolas dos três concelhos.
Reconhecido como um evento único no país, o FIO continua a afirmar o órgão de tubos como protagonista de uma programação que cruza tradição e contemporaneidade. Ao longo das últimas edições, o festival tem contribuído também para a valorização e recuperação de instrumentos históricos, tendo já incentivado o restauro ou aquisição de órgãos em várias igrejas.
Santo Tirso afirma-se como um território de forte tradição ligada à organaria, sendo, juntamente com Vila Nova de Famalicão, um dos concelhos com maior concentração de empresas deste setor em Portugal. O festival assume, assim, um papel importante na preservação do património organístico e na dinamização cultural do concelho, aproximando novos públicos destes espaços e promovendo uma oferta artística descentralizada. Todos os concertos têm entrada gratuita, limitada à lotação dos espaços.














